sábado, 15 de outubro de 2016

Amsterdão sem Cores.

  Fugir para  Amsterdão aguçou  em mim a paixão pela fotografia , a muito que procurava um momento intimo com minha câmera , mas como eu disse estava em fuga , fugia de mim mesmo da pressão  que estava sentindo em lisboa , não deu outra , tinha que ir desfilar minha beleza  afro em outra freguesia , pequei a mala e corri para o aeroporto em poucas horas estava em Paris , mas insistentemente sentia me ainda em preto e branco sem vontade de estar ali .
Eu amo Paris mais estava mais cinza que ela ,  não demorou 24 horas já estava eu em outro voo e minha alma já estava mais leve .
Chequei no hostel e fui direto para a cama , deitei e chorei ate dormir depois de algumas horas levantei tomei um banho e sai para a rua , realmete estou eu em Amsterdão que sonho :  mais ainda estava agitado corria lagrimas pelo rosto , chorava eu  pelas minhas angustias ,faltas, amores e saudades .
Cada um tem uma forma de ver as coisas , os detalhes e as situações eu em minha persona não poderia ser diferente foi onde este amante de fotografia resolveu colocar todo o seu coração nas mãos em forma de uma maquina fotográfica para exprimir o que levava na alma assim surgiu este álbum . 

Uma névoa de Outono o ar raro vela, (5-11-1932)

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]
Fernando Pessoa








































































































































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